quinta-feira, 4 de junho de 2020
Austin rebaixa, de ‘brA-’ para ‘brBBB-’, o rating da 1ª Emissão de Debêntures da Sugoi S/A; classificação foi colocada em observação negativa
A Austin Rating informa que, no dia 29 de maio de 2020, rebaixou, de 'brA-' para 'brBBB-', o rating da 1ª Emissão de Debêntures Simples não Conversíveis em Ações, em Série Única, com Garantia Real (Debêntures/Emissão) da Sugoi S/A (Sugoi/ Emissora/Incorporadora). Na mesma data, o rating foi colocado em observação negativa. O rebaixamento é justificado pela sensibilidade que a brusca deterioração do cenário econômico causada pela epidemia da COVID-19 tende a gerar sob os níveis de emprego e renda da população em geral, especialmente no segmento econômico, em que a Emissora atua. Essa deterioração tende a afetar a companhia tanto pelo enfraquecimento da capacidade de arcar com os valores necessários para a qualificação para repasse bancário (tipicamente 10,0 a 15,0% do valor do imóvel) quanto pelo aumento do risco do perfil de crédito do potencial adquirente, igualmente dificultando o repasse bancário. Ademais, o presente cenário de crise macroeconômica tende a acentuar as dificuldades na obtenção de financiamentos à produção junto à Caixa Econômica Federal (CEF), restringindo a principal fonte de fundos à construção da companhia e inibindo a realização de novos lançamentos. A emissão está em processo de renegociação junto aos principais credores no sentido de obtenção de carências das obrigações mensais de juros e amortização, por período de aproximadamente 06 meses. Esta carência foi pleiteada e, segundo informações da companhia, deverá ser formalizada após realização de assembleia (Assembleia Geral de Debenturistas/AGD), buscando 05 meses de isenção (volta aos pagamentos em set/20), já considerando o não pagamento das prestações de abr/20 e mai/20. O sucesso da Emissora nesta repactuação é condição fundamental para a manutenção da classificação. Emitida em abr/17, no montante de R$ 17,3 milhões, vencimento em 60 meses e carência de 24 meses, as Debêntures começaram a ser amortizadas em mai/19, mês em que houve pagamento de prestação extraordinária de R$ 2,5 milhões, valor que, conforme acordado em AGD, permitiu à companhia folga de 3 meses (jun/19, jul/19 e ago/19) no pagamento das prestações, que voltaram a ser pagas em set/19, no valor de R$ 724,6 mil, e vinham sendo adimplidas até mar/20.