sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Austin afirma os ratings ‘brA-(sf)’ e ‘brBBB(sf)’, respectivamente, das Séries Seniores e Subordinadas de CRIs emitidas pela Fortesec, com base no risco Grupo Lírios
A Austin Rating informa que, no dia 28 de novembro de 2019, afirmou o rating de crédito de longo prazo ‘brA-(sf)’ das 58ª e 60ª Séries (Séries Seniores) da 1ª Emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da Forte Securitizadora S/A (Fortesec); na mesma data foi afirmado o rating de crédito de longo prazo ‘brBBB(sf)’ das 59ª e 61ª Séries (Séries Subordinadas), também da 1ª Emissão de CRIs da Fortesec. A perspectiva de ambos os ratings foi mantida em estável. A manutenção das notas está ancorada no bom desempenho da carteira de créditos imobiliários que lastreia a Emissão, a qual vem mensalmente superando com folga a margem mínima de sobrecolaterização de 140,0%, com média nos últimos 12 meses de 362,6% para as Séries Seniores e 302,3% para as Séries Subordinadas. Contribuíram positivamente a maturação do ambiente de gestão dos créditos imobiliários e a manutenção da qualidade das garantias e reforços de crédito constituídos. Por outro lado, o principal fator limitador das notas reside em alguns aspectos de disclosure gerencial e corporativo das cedentes, limitando, por exemplo, o conhecimento de informações mais detalhadas sobre o processo de adensamento residencial, assim como mais detalhes acerca da situação patrimonial dessas cedentes, as quais englobam outros empreendimentos que não fazem parte diretamente da Emissão, em contraste a uma situação ideal em que as cedentes são SPEs, situação que reforçaria a segregação de risco corporativo. Em out/19, os CRIs Seniores apresentavam saldo devedor de R$ 14.531.281,10 e os CRIs Subordinados saldo de R$ 2.771.704,9, ambos após pagamento de prestação mensal de amortização e juros. Em jul/18, todos os PUs foram integralizados, 16.800 das Séries Sêniores e 3.200 das Séries Subordinadas. Nos últimos 12 meses até out/19, as Séries Seniores pagaram em média prestações de R$ 338,2 mil, com média de R$ 82,6 mil de amortização extraordinária, fator considerado positivamente sob o ponto de vista de risco de crédito, na medida em que acelera a velocidade de amortização, reduzindo a pressão sobre o fluxo de caixa da carteira lastro, o que se reflete em melhores índices de colateralização. De forma similar, as Séries Subordinadas apresentaram bom nível de aceleração de amortização, com média de prestações de R$ 66,8 mil e média de amortizações extraordinárias de R$ 15,7 mil. Conforme deliberado em assembleia realizada em jun/18, e ratificado em aditamento, os CRIs Seniores da 60ª Série tiveram sua remuneração reduzida de 13,55% a.a. para 11,09% a.a. As demais séries (58ª, 59ª e 61ª) mantiveram suas remunerações de Emissão, 13,55% a.a. para a 58ª Série Sênior e 14,60% a.a. para as Séries Subordinadas. As séries continuam indexadas ao IPCA/IBGE. Estritamente sob a ótica de risco de crédito, essa redução da carga de juros projetada atua positivamente.