terça-feira, 5 de junho de 2018
Austin rebaixa, de ‘brBB-(sf)’ para ‘brB-(sf)’, o rating das Cotas do GGR Prime I FIDC
A Austin Rating informa que, em 29 de maio de 2018, rebaixou, de ‘brBB-(sf)’ para ‘brB-(sf)’, o rating das Cotas (Classe Única) do GGR Prime I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (GGR Prime I FIDC/ Fundo), mantendo a classificação em observação negativa. A ação de rebaixamento do rating justifica-se, principalmente, pela continuidade da deterioração da qualidade da carteira do GGR Prime I FIDC nos últimos meses, esta refletida (i) no forte acréscimo dos atrasos, que saíram de um total de R$ 22,4 milhões (8,0% da carteira) para R$ 45,0 milhões (15,9% da carteira), entre dez/17 e mar/18; e (ii) na substancial elevação da Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), cujo saldo passou de R$ 18,0 milhões (6,4% da carteira) para R$ 38,9 milhões (13,8% da carteira), no mesmo período. Note-se que em abr/18, após o encerramento do trimestre-base da análise, os atrasos já haviam atingido R$ 59,2 milhões (21,0% da carteira) e a PDD, R$ 79,0 milhões (28,0% da carteira). Os dados referentes a mai/18 ainda não foram integralmente disponibilizados para a Austin Rating, porém, conforme Fato Relevante publicado no dia 15 de maio de 2018 pela CM Capital Markets DTVM Ltda., a Administradora, esta fez novos ajustes nas provisões de ativos integrantes da carteira do Fundo, o que ratifica a tendência de acréscimo de atrasos e justifica a persistência da nota das Cotas em observação negativa. Por conta dos fortes aumentos nas provisões, a rentabilidade das Cotas do Fundo se viu fortemente penalizada, registrando perda acumulada de 5,2% no 1T18, o que certamente se aprofundou nos meses subsequentes. Já o retorno acumulado das Cotas nos últimos 12 meses até mar/18 foi de -4,0%. No período compreendido entre jan/16 e mar/18, o retorno das Cotas ficou em apenas 43,1% do mesmo do benchmark. Desse modo, os cotistas que resgataram suas aplicações nos últimos meses não tiveram o retorno esperado no momento do investimento, e a expectativa é de que, com os ajustes em provisões, aqueles que resgatarem nos próximos meses terão retorno ainda mais distante da meta de rentabilidade das Cotas. Ainda que tenha sido dada a opção de postergação da data de resgate aos cotistas, tal situação implica em default parcial do GGR Prime I FIDC em relação àqueles cotistas que optaram pelo resgate, aspecto que foi ponderado no rebaixamento da classificação. Outros fundamentos para as ações de rating e maiores detalhes sobre o processo constam em relatório disponível neste site.