terça-feira, 5 de setembro de 2017
Austin rebaixa e coloca em observação negativa o rating das Debêntures da Paysage Marialva
A Austin Rating informa que, em 04 de setembro de 2017, rebaixou, de ‘brA’ para ‘brBBB’, e colocou em observação negativa o rating de crédito da Série Única da 1ª Emissão Privada de Debêntures, Não Conversíveis em Ações, da Espécie com Garantia Real (Debêntures) da Paysage Marialva Empreendimentos Imobiliários S/A (Paysage Marialva / Emissora). A Paysage Marialva é uma sociedade anônima de capital fechado com sede na cidade de Maringá-PR, constituída em 2013, e tem como controladores Valmir Schreiner Maran e Jacó Moacir Schreiner Maran, com participações idênticas de 50,0% em seu capital. O objetivo da Emissora é desenvolver o Parque Trebbiano Paysage, loteamento residencial a ser entregue, que terá área total de aproximadamente 1.390.000 m², distribuído em três fases, correspondendo ao total de 441 lotes, dos quais 362 serão lotes residenciais, com área individual média de 345 m², 09 unidades de uso misto e 70 lotes de uso externo. O valor total da emissão foi de R$ 16,0 milhões, correspondente a 16 debêntures com valor nominal unitário de R$ 1,0 milhão. As debêntures têm prazo de 36 meses, contados a partir da data da emissão (10 de dezembro de 2015), prevendo carência de 18 meses para o pagamento de juros (o início se deu em jul/17) e a amortização de principal em 04 parcelas a partir de 10 de setembro de 2018. A remuneração é de 10,5% ao ano capitalizado sobre o saldo nominal atualizado pela variação acumulada do IPCA. A Emissora encontra-se adimplente com as obrigações de juros, e o saldo devedor, ao final de ago/17, era de R$ 22,0 milhões. O rebaixamento da classificação está fundamentado na piora da liquidez e do risco de refinanciamento da Emissora e, de modo geral, de sua capacidade de pagamento projetada para o horizonte da emissão, bem como está apoiado na deterioração das garantias vinculadas às debêntures, as quais estão associadas ao projeto imobiliário, que teve suas obras e vendas interrompidas. Há que se destacar que os pagamentos de juros estão sendo realizados normalmente até o presente e deverão continuar sendo suportados, ao menos até o início das amortizações (set/18), pelos recursos atualmente disponíveis na conta vinculada (saldo de R$ 2,4 milhões ao final de ago/17, conforme informação do agente fiduciário). Esta condição, associada à presença de garantia de alienação de imóveis (155,3% do saldo devedor em dez/16, de R$ 19,0 milhões), ainda assegura a manutenção momentânea do rating em patamar de risco moderado. Apesar disso, o rating está em observação negativa para um novo rebaixamento no curtíssimo prazo, o que está ligado, principalmente, à possibilidade de insucesso da Emissora no levantamento de recursos que permitam a retomada e a conclusão das obras do projeto e até mesmo da repactuação da dívida com os debenturistas, assuntos que estão sendo tratados no momento.